Posto algumas pinturas de Marcelo Schimaneski que tem tudo a ver com o nosso blog:
Clique nas imagens para ampliá-las e contemplar os detalhes.
Vá com calma…sem pressa. Curta o visual…
Achei fuçando.
Algumas estão à venda.
Posto algumas pinturas de Marcelo Schimaneski que tem tudo a ver com o nosso blog:
Clique nas imagens para ampliá-las e contemplar os detalhes.
Vá com calma…sem pressa. Curta o visual…
Achei fuçando.
Algumas estão à venda.
Somos mais que um sítio…
…somos um estilo de vida.
Paralelo aos nossos projetos de campo, estamos nos preparando para receber, educar e divertir pessoas.
Aguardem…
No momento o Sítio Santa Maria está contribuindo para o desenvolvimento do turismo em São Miguel através da disseminação de informações. Dentro em breve abriremos nossas portas. Mas nada impede que venham tomar um café conosco e jogar uma boa conversa fora. É só avisar.
Sinta-se em casa.
“Acreditamos que a floresta só vai ser conservada ou restaurada se tiver mais valor em pé do que no chão”.
Fernando Veiga, gerente do Programa de Conservação para a Mata Atlântica da ONG The Nature Conservancy (TNC)
Retirado da matéria Produtores compram áreas de reserva legal, de Niza Souza. Publicado no jornal O Estado de São Paulo em 15.4.
Partida: sexta, 10 às 8:00h – Sorocaba
Chegada: Domingo, 12 às 20:00h – Sorocaba
Partimos mais uma vez para Apiaí com destino à Fazenda Pinhalzinho do Peão e Moquém, onde seria realizado um encontro para debates sobre sistemas agroflorestais.
Vejam o que pesquei:
Sábado à tardezinha fugimos do encontro. Apesar do feitiço dos doces orgânicos provindos de agrofloresta, e das ótimas companias dos anfitriões Elio e Paula e de todos do encontro, tínhamos que ver os irmãozinhos petarianos e pedir benção ao padrinho.
Num bate papo com o caboclo véio (Dema), ele me conta que na Barra do Turvo existe um projeto legal de agrofloresta, chamado Cooperafloresta Associação dos Agricultores Florestais de Barra do Turvo e Adrianópolis. É o mesmo do Carlinhos e estamos loucos para conhecer.
Domingão acordei cedo e fui ver a largada up hill de mountain bike. A disputa maior não era entre eles, mas sim contra a serra de 27Km rumo Apiaí.


Logo após, na compania do nosso amigo e monitor ambiental Queize, fomos ao bairro Betari, entre Iporanga e o bairro da Serra, onde visitamos a Reserva Betary, uma unidade de conservação particular estruturada para receber grupos de estudo e pesquisadores. Aberta para visitação mediante taxa de R$10,00, o turista encontra uma estufa de anfíbios e bromeliário, laboratório e biotério, um aquário que pode ser observado por janelas submersas e várias trilhas.
Prá fechá … um banho de rio.
Uma gelada na Zeni…
E um dedo de prosa co Paxá.
16:00h: barraca desmontada;
20:00h: Sorocaba.
“Nunca é fácil alterar usos e costumes, muito menos na agricultura.”
Retirado do texto Coelho Estrangeiro, de Xico Graziano. Publicado no jornal O Estado de São Paulo em 7.4.09.
Bikers,
O Paxá me mandou um e-mail sobre uma corrida de bike lá no Petar.
Vê aí:
Eia douglas blz ?então havera uma corrida de baik no dia 12 de abril no petar the cave up hill ,largada nucleo ouro ,chegada apiai modalida soment ciclismo abrasso at +
Então… tá dado o recado.
E-mail Paxá: paxapetarbrasil@hotmail.com
Bom pedal…
Hoje aqui, oiando pra vancê meu pai,
To me alembrando quanto tempo faz
Que pela primeira vez na vida, eu chorei.
Não foi quando nasci pru que sei que vim berrando…
E disso ninguém se alembra, não.
Foi quando um dia eu caí…levei um trupicão,
Eu era criança. Me esfolei, a perna me doeu,
Quis chora, oiei pra vancê, que esperança.
Vancê não correu prá do chão me alevanta.
Só me oiô e me falô:
—Que isso, rapaz ? Alevanta já daí…
HOMI NÃO CHORA.
Aquilo que vancê falô naquela hora,
Calou bem fundo,
pru que vancê era o maió homi do mundo.
Não sabia menti nem pra mim nem pra ninguém…
O tempo foi passando…cresci também…
Mas sempre me alembrando..
HOMI NÃO CHORA. Foi o que vancê falô.
O mundo foi me dando os solavanco,
Ia sentindo das pobreza os tranco…
Vendo as tristezas vorteá nossa famía,
E as vêiz as revorta que eu sentia era tanta,
Que me vinha um nó cego na garganta,
Uma vontade de gritá…berrá, chorá…mas quá..
Tuas palavra, pai, não me saía dos ouvido..
HOMI NÃO CHORA
Intão, mesmo sentido, eu tudo engolia
E segurava as lágrima que doía…
E elas não caía, nem com tamanho de
Quarqué uma dô…
Veio a guerra de 40…e eu tava lá…um homi feito,
Pronto pra defendê o Brasí.
Vancê e a mãe foram me acompanhá pra despedi.
A mãe, coitada, quando me abraçô, chorô de saluçá.
Mas, nóis dois, não.
Nóis só se oiêmo, se abracêmo e despedimo
Como dois HOMI. Sem chorá nem um pingo.
Ah, me alembro bem… era um dia de domingo.
Também quem é que pode esquecê daquele tempo ingrato ?
Fui pra guerra, briguei, berrei feito um cachorro do mato,
A guerra é coisa que martrata..
Fiquei ferido…\com sodade de vancês…escrevi carta
Sonhei, quase me desesperei, mas chorá memo que era bão
Nunca chorei…
Pruque eu sempre me alembrava daquilo que meu pai falô:
—HOMI NÃO CHORA.
Agora, vendo vancê aí…desse jeito…quieto..sem fala,
Inté com a barbinha rala, pru que não teve tempo de fazê..
Todo mundo im vorta, oiando e chorando pru vancê…
Eu quero me alembrá…quero segurá…quero maginá
Que nóis dois sempre cumbinemo de HOMI NÃO CHORÁ…quero maginá que um dia vancê vorta pra nossa casa
Pobre..e nóis vai podê de novo se vê ansim, pra conversá
Intão vem vindo um desespero, que vai tomando conta..
A dô de vê vancê ansim é tanta…é tanta, pai,
Que me vorta aquele nó cego na garganta e uma lágrima
Teimosa quase cai..
Óio de novo prôs seus cabelo branco…e arguém me diz
Agora pra oiá pela úrtima vez..que tá na hora de vancê
Embarcá.
Passo a minha mão na sua testa que já não tem mais pensamento….e a dô que to sentindo aqui dentro,
Vai omentando…omentando, quase arrebentando
Os peito…e eu não vejo outro jeito senão me descurpá.
O sinhô pediu tanto pra móde eu não chorá..HOMI NÃO CHORA…o sinhô cansô de me falá…mas, pai,
Vendo o sinhô ansim indo simbora…me descurpe, mas,
Tenho que chorá.
Título: Homem não chora
Autor: Rolando Boldrim