
Lembrei Gustavinho! Aquele negão que ganhou o Oscar chama-se Denzel Washington. E o paralelo que ia fazer com o curso de Comércio Exterior, é o tráfico de heroína em que ele se mete. Animal.
Fica a recomendação para o filme “O Gângster”, estrelado também por Russel Crowe e dirigido por Ridley Scott. Rola aquela coisa bem família(…), bem máfia(…), sacou?
Imperdível. 5 estrelas.
E como recomendação da nossa amiga Déia, “Na Natureza Selvagem”, de Sean Penn. Ainda não assisti, mas “tô” querendo. A crítica acompanha a crítica da Déia.
***
Amanda,
Procurei na minha caixa de entrada, mas não achei o e-mail que mandou.
Agosto 31, 2008
Agosto 29, 2008
Dois Irmãos
Olha um conto futebolístico que escrevi um tempo atrás…
No diretório acadêmico ele folheava o suplemento esportivo do jornal como de costume. Um informe lhe chamou a atenção: “Fundação Gol de Letra convida para jogo beneficente: Amigos do Raí x Amigos do Sócrates”. Como se tratava de um jogo cuja renda seria revertida, os convidados teriam que desembolsar R$ 7.000,00 para por os pés no gramado do Morumbi.
Sabendo da condição filantrópica da faculdade, Tuca, como presidente do diretório acadêmico, redigiu um ofício ao reitor solicitando fundos para a participação no evento. Não tinha nada a perder.
No mesmo dia o diretório acadêmico recebe uma ligação.
-Por gentileza, gostaria de falar com o presidente.
-Quem fala?
-O reitor.
-Nossa… – Tuca! O reitor!
Conversaram um pouco e o reitor concordou com o pedido de Tuca, porém exigiu publicidade para a instituição.
Até que Tuca batia uma bolinha.
Quanto à publicidade, ele sabia, tinha certeza de que o dinheiro investido pela faculdade, se tornaria uma ninharia em relação à publicidade a ser alcançada. Não sabia como, apenas sabia.
E Tuca foi para o Morumbi com seu irmão e alguns amigos. Na efervescência dos vestiários começava aquela tietagem, fotos de todos, autógrafos de quem não se conhecia, aperto de mãos, e aquelas frases de quem não tem nada a dizer, tais como: “Aprecio muito se futebol”, e “ Hoje esta quente hein?”
Já chegou ao estádio conformado com a condição que jogaria no combinado alvi-negro.
Como um bom são-paulino, não agüentava mais os insultos ao time do Morumbi nos comentários dos craques “Amigos do Sócrates”, particularmente oriundos de Neto e Casagrande.
Tuca revidaria.
Quase tudo pronto, quando chega alguém…
-Magrão… – Raí entra no vestiário corintiano e entrega um par de chuteiras ao irmão Sócrates -, as suas chuteiras!
Sócrates as calça e reclama:
-Não serviu…- eram novas e estavam apertadas – Alguém tem um par para me emprestar?
-Eu tenho, mas não sei se te servem… – respondeu Tuca tirando da mochila um par reserva que trouxera consigo.
-Deixe-me prová-las.- o craque ficou em pé, flexionou o joelho direito e deu aqueles chutinhos no chão com o bico da chuteira.
– Perfeito. Fique com essas novas para você.
-Obrigado. – agradeceu modestamente, baixando a cabeça em sinal de respeito.
E a bola rolou. Tuca começa no banco, era muita gente para jogar. Entraria em campo na etapa complementar.
Foi um típico jogo beneficente. Cheio de gols e belas jogadas. Tudo na maior normalidade.
Até os quarenta do segundo.
O placar marcava 4 x 4 , e apesar da brincadeira, os dois brasões queriam a vitória.
Eis que Tuca, apagado até então, recebe de ninguém uma bola espirrada e parte rumo à meta de Zeti, o consagrado arqueiro tricolor.
Faz que vai para a direita. Zeti o acompanha. Pára. Zeti cai. Chuta na esquerda. A bola rola. Gol.
A nação corintiana se inflama. A independente se cala. Tuca corre para festejar com a torcida e ergue os braços. Eis que tira a camisa do Corinthians, faz ver a do São Paulo que estava por baixo, e se vira para a torcida tricolor. A nação corintiana se cala.
A independente se inflama. E no olhar dos jogadores corintianos, aquela expressão de “não acredito”, contrastava com o sorriso meio contido e gargalhadas dos são-paulinos.
Depois do lance, não recebeu mais a bola. Viola nem o olhava. Fim de jogo, 5 x 4 para o Corinthians. Ou para o São Paulo?
E na saída, um lanche de pernil.
Mandei para um concurso de contos do Estadão…não deu em nada.
Dois Irmãos
Olha um conto futebolístico que escrevi um tempo atrás…
No diretório acadêmico ele folheava o suplemento esportivo do jornal como de costume. Um informe lhe chamou a atenção: “Fundação Gol de Letra convida para jogo beneficente: Amigos do Raí x Amigos do Sócrates”. Como se tratava de um jogo cuja renda seria revertida, os convidados teriam que desembolsar R$ 7.000,00 para por os pés no gramado do Morumbi.
Sabendo da condição filantrópica da faculdade, Tuca, como presidente do diretório acadêmico, redigiu um ofício ao reitor solicitando fundos para a participação no evento. Não tinha nada a perder.
No mesmo dia o diretório acadêmico recebe uma ligação.
-Por gentileza, gostaria de falar com o presidente.
-Quem fala?
-O reitor.
-Nossa… – Tuca! O reitor!
Conversaram um pouco e o reitor concordou com o pedido de Tuca, porém exigiu publicidade para a instituição.
Até que Tuca batia uma bolinha.
Quanto à publicidade, ele sabia, tinha certeza de que o dinheiro investido pela faculdade, se tornaria uma ninharia em relação à publicidade a ser alcançada. Não sabia como, apenas sabia.
E Tuca foi para o Morumbi com seu irmão e alguns amigos. Na efervescência dos vestiários começava aquela tietagem, fotos de todos, autógrafos de quem não se conhecia, aperto de mãos, e aquelas frases de quem não tem nada a dizer, tais como: “Aprecio muito se futebol”, e “ Hoje esta quente hein?”
Já chegou ao estádio conformado com a condição que jogaria no combinado alvi-negro.
Como um bom são-paulino, não agüentava mais os insultos ao time do Morumbi nos comentários dos craques “Amigos do Sócrates”, particularmente oriundos de Neto e Casagrande.
Tuca revidaria.
Quase tudo pronto, quando chega alguém…
-Magrão… – Raí entra no vestiário corintiano e entrega um par de chuteiras ao irmão Sócrates -, as suas chuteiras!
Sócrates as calça e reclama:
-Não serviu…- eram novas e estavam apertadas – Alguém tem um par para me emprestar?
-Eu tenho, mas não sei se te servem… – respondeu Tuca tirando da mochila um par reserva que trouxera consigo.
-Deixe-me prová-las.- o craque ficou em pé, flexionou o joelho direito e deu aqueles chutinhos no chão com o bico da chuteira.
– Perfeito. Fique com essas novas para você.
-Obrigado. – agradeceu modestamente, baixando a cabeça em sinal de respeito.
E a bola rolou. Tuca começa no banco, era muita gente para jogar. Entraria em campo na etapa complementar.
Foi um típico jogo beneficente. Cheio de gols e belas jogadas. Tudo na maior normalidade.
Até os quarenta do segundo.
O placar marcava 4 x 4 , e apesar da brincadeira, os dois brasões queriam a vitória.
Eis que Tuca, apagado até então, recebe de ninguém uma bola espirrada e parte rumo à meta de Zeti, o consagrado arqueiro tricolor.
Faz que vai para a direita. Zeti o acompanha. Pára. Zeti cai. Chuta na esquerda. A bola rola. Gol.
A nação corintiana se inflama. A independente se cala. Tuca corre para festejar com a torcida e ergue os braços. Eis que tira a camisa do Corinthians, faz ver a do São Paulo que estava por baixo, e se vira para a torcida tricolor. A nação corintiana se cala.
A independente se inflama. E no olhar dos jogadores corintianos, aquela expressão de “não acredito”, contrastava com o sorriso meio contido e gargalhadas dos são-paulinos.
Depois do lance, não recebeu mais a bola. Viola nem o olhava. Fim de jogo, 5 x 4 para o Corinthians. Ou para o São Paulo?
E na saída, um lanche de pernil.
Mandei para um concurso de contos do Estadão…não deu em nada.
Agosto 23, 2008
Piedade nota 10
Caros,
Vi hoje na TV. Eco-projetinho básico em Piedade. Fundamental. Essencial.
Um determinado grupo de crianças foi levado a conhecer a destinação correta para as embalagens vazias de agrotóxicos. Consiste basicamente na tríplice lavagem e devolução (na unidade de recebimento indicada pelo revendedor no corpo da Nota Fiscal).
Nós professores, sabemos que a “janela” de aprendizagem existente nas pessoas, se mantém aberta em sua plenitude enquanto crianças.
Daí a importância desses projetos.
Infelizmente, existem muitos agricultores “cabeças duras”, para quem não adianta ensinar sobre os malefícios a saúde e ao meio ambiente que esses resíduos possam causar.
Já tentou mudar a opinião do seu avô sobre determinado assunto?
Nem tente, meu caro.
Com as crianças é bem diferente. Argumentando corretamente, com respeito e inteligência, podemos formar ótimas pessoas, ótimos agricultores.
Em minhas andanças pelos sítios são-miguelenses, pude notar que muitos pecam esse pecado. Embalagens jogadas se acumulando pelos cantos. Alguém já viu isso, ou estou falando besteira?
Acredito que o melhor caminho seja o da educação.
Cá entre nós…projetinho simplinho, né? “Prá um resultado prá lá de bão!”
Caros professores: proponham tal projeto em suas escolas. Busquem parcerias com lojas agropecuárias, com cooperativas de reciclagem, com a prefeitura, ou com ninguém. Ensine você mesmo no seu horário de aula, invoque a participação dos alunos, faça acontecer. É um assunto que está na rotina deles, eles vão se interessar.
Enfim…usem a criatividade.
A idéia desse projeto em Piedade não veio nem do ministro da agricultura, nem do governador do estado. Veio de alguém como você.
Pense nisso.
(Caso esse projeto exista e esteja em prática, foi mal essa postagem)
Agosto 19, 2008
Agosto 8, 2008
Genial

Marcel, você que é engengheiro, o quê me diz desse “causo”?
REVOLTADO OU CRIATIVO?
“Há algum tempo recebi um convite de um colega professor para servir de árbitro na revisão de uma prova de física que recebera nota zero . O aluno dizia merecer nota máxima. O professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido .
Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova: Mostre como se pode determinar a altura de um edifício bem alto com o auxílio de um barômetro .
A reposta do estudante foi a seguinte : “Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele ; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; esse comprimento será igual à altura do edifício”.
Sem dúvida a resposta satisfazia o enunciado, e por instantes vacilei quanto ao veredicto .
Recompondo-me rapidamente , disse ao estudante que ele tinha respondido à questão, mas sua resposta não comprovava conhecimentos de física, que era o objeto da prova. Sugeri então que ele fizesse outra tentativa de responder a questão . Meu colega concordou prontamente e, para minha surpresa, o aluno também.
Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder a questão, demonstrando algum conhecimento de física .
Passados cinco minutos, ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o teto da sala .
Perguntei-lhe então se desejava desistir , pois eu tinha um compromisso logo em seguida. Mas o estudante anunciou que não havia desistido , e estava apenas escolhendo uma entre as várias respostas que concebera .
De fato, um minuto depois ele me entregou esta resposta: ‘Vá ao alto do edifício , incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo T de queda, desde a largada até o toque com o solo . Depois, empregando a fórmula h=(1/2)gt2 , calcule a altura do edifício‘ .
Nesse momento , sugeri ao meu colega que entregasse os pontos e , embora contrafeito , ele deu uma nota quase máxima ao aluno.
Quando ia saindo da sala , lembrei-me de que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Não resisti a curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas.
Ele disse : Ah! sim , há muitas maneiras de achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro . Por exemplo: num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício . Depois , usando-se uma simples regra-de-três , determina-se a altura do edifício . Um outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto , é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas, tem-se a altura do edifício em unidades barométricas.
Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balança-lo como um pêndulo , o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, obtêm-se duas acelerações diferentes , e a altura do edifício pode ser calculada com base nessa diferença. Se não for cobrada uma solução física para o problema, existem muitas outras respostas . A minha preferida é bater à porta do zelador do edifício e dizer: ‘Caro zelador , se o senhor me disser a altura desse edifício , eu lhe darei esse barômetro.‘
A essa altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta ‘esperada ‘ para o problema Ele admitiu que sabia , mas estava farto das tentativas do colégio e dos professores de dizer como ele deveria pensar.”
Tirei esse texto do Blog + corrida, do Rodolfo Lucena.
Créditos para o professor Valdemar Setzer.




