Sítio Santa Maria

Abril 23, 2009

Sta acessibilidade

Arquivado em: Sítio Santa Maria, social — luvizan @ 1:36 pm

Já postei neste blog sobre um cadeirante/jornalista/blogueiro que abraçou a causa dos deficientes físicos, Jairo Marques. Um pequeno notável que tem o poder da pena em suas mãos. Uma multidão o acompanha, um sucesso na internet.

O Blog é parecido com o livro “O Senhor dos Anéis”, com linguagem própria, malacabados por toda parte e vários príncipes e princesas querendo dominar o mundo. Segundo linguajar matrixiano, sou um infiltrado. Explico: matrix é como se chama o mundo dos deficientes físicos, e infiltrado são pessoas sem deficiência que aderem à causa.

Trabalhando em várias castas de matrixianos, desde associações disso e daquilo até hospitais psiquiátricos, percebi algumas coisas, dentre elas que sou mais louco que muitos loucos, e a diferença básica é que não externo minhas loucuras. Também descobri que sou mais deficiente que muitos deficientes. Aparentemente sou bonitão (oloco…puta cara “inzibido” meu!), sem deficiências aparentes (física ou mental), mas não sou. De vez em quando travo (por problema na coluna), e não posso fazer nada … é barra (isso prá dizer apenas uma delas).

Desde que acompanho o blog do Jairo, passei a entrar em estabelecimentos comerciais com os olhos de um infiltrado, e não tenho gostado nada do que vejo. Pouquíssimos ambientes acessíveis, muitos degraus, mesas sem acomodação para cadeirantes e banheiros minúsculos. A igualdade não sobe degraus nem atravessa portas estreitas.

Todos usufruem de ambientes acessíveis, e não só os portadores de deficiências. No oposto, nem todos podem frequentar qualquer ambiente, ou o fazem com “muita dificuldade”, podem ter certeza.

O Sítio Santa Maria está se preparando para receber pessoas. E queremos fazer isso com dignidade.

Aos matrixianos, parentes e infiltrados, faz-se obrigatória a leitura do Blog Mais Você, do nosso amigo Jairo Marques.

Aos proprietários de estabelecimentos comerciais, faz-se obrigatório a leitura das normas para edificações acessíveis.

Abraço,

Douglitos Sam

Abril 15, 2009

Quanto vale preservar uma floresta?

Arquivado em: frases — luvizan @ 11:23 am

“Acreditamos que a floresta só vai ser conservada ou restaurada se tiver mais valor em pé do que no chão”.

Fernando Veiga, gerente do Programa de Conservação para a Mata Atlântica da ONG The Nature Conservancy (TNC)

Retirado da matéria Produtores compram áreas de reserva legal, de Niza Souza. Publicado no jornal O Estado de São Paulo em 15.4.

Abril 14, 2009

60 horas sustentáveis

Arquivado em: Iporanga, agroecologia, bikes, comidinhas, ecoturismo — luvizan @ 2:16 pm

Partida: sexta, 10 às 8:00h – Sorocaba
Chegada: Domingo, 12 às 20:00h – Sorocaba

Partimos mais uma vez para Apiaí com destino à Fazenda Pinhalzinho do Peão e Moquém, onde seria realizado um encontro para debates sobre sistemas agroflorestais.

Vejam o que pesquei:

  • O Carlinhos, da Barra do Turvo me contou que por lá os “SAFs” estão bombando. Na logística inclui-se até tirolesas para transportar cachos de banana e outros produtos morro abaixo;
  • Um assentado (mil desculpas por não lembrar seu nome) também me disse que está implantando um sistema agroflorestal sob supervisão de um professor da Esalq (USP).

Sábado à tardezinha fugimos do encontro. Apesar do feitiço dos doces orgânicos provindos de agrofloresta, e das ótimas companias dos anfitriões Elio e Paula e de todos do encontro, tínhamos que ver os irmãozinhos petarianos e pedir benção ao padrinho.

Num bate papo com o caboclo véio (Dema), ele me conta que na Barra do Turvo existe um projeto legal de agrofloresta, chamado Cooperafloresta Associação dos Agricultores Florestais de Barra do Turvo e Adrianópolis. É o mesmo do Carlinhos e estamos loucos para conhecer.

Domingão acordei cedo e fui ver a largada up hill de mountain bike. A disputa maior não era entre eles, mas sim contra a serra de 27Km rumo Apiaí.



Logo após, na compania do nosso amigo e monitor ambiental Queize, fomos ao bairro Betari, entre Iporanga e o bairro da Serra, onde visitamos a Reserva Betary, uma unidade de conservação particular estruturada para receber grupos de estudo e pesquisadores. Aberta para visitação mediante taxa de R$10,00, o turista encontra uma estufa de anfíbios e bromeliário, laboratório e biotério, um aquário que pode ser observado por janelas submersas e várias trilhas.

Prá fechá … um banho de rio.

Uma gelada na Zeni…

E um dedo de prosa co Paxá.

16:00h: barraca desmontada;
20:00h: Sorocaba.

Abril 7, 2009

Falou e disse

Arquivado em: frases, sítios — luvizan @ 11:41 am

“Nunca é fácil alterar usos e costumes, muito menos na agricultura.”

Retirado do texto Coelho Estrangeiro, de Xico Graziano. Publicado no jornal O Estado de São Paulo em 7.4.09.

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