Sítio Santa Maria

Abril 14, 2009

60 horas sustentáveis

Arquivado em: Iporanga, agroecologia, bikes, comidinhas, ecoturismo — luvizan @ 2:16 pm

Partida: sexta, 10 às 8:00h – Sorocaba
Chegada: Domingo, 12 às 20:00h – Sorocaba

Partimos mais uma vez para Apiaí com destino à Fazenda Pinhalzinho do Peão e Moquém, onde seria realizado um encontro para debates sobre sistemas agroflorestais.

Vejam o que pesquei:

  • O Carlinhos, da Barra do Turvo me contou que por lá os “SAFs” estão bombando. Na logística inclui-se até tirolesas para transportar cachos de banana e outros produtos morro abaixo;
  • Um assentado (mil desculpas por não lembrar seu nome) também me disse que está implantando um sistema agroflorestal sob supervisão de um professor da Esalq (USP).

Sábado à tardezinha fugimos do encontro. Apesar do feitiço dos doces orgânicos provindos de agrofloresta, e das ótimas companias dos anfitriões Elio e Paula e de todos do encontro, tínhamos que ver os irmãozinhos petarianos e pedir benção ao padrinho.

Num bate papo com o caboclo véio (Dema), ele me conta que na Barra do Turvo existe um projeto legal de agrofloresta, chamado Cooperafloresta Associação dos Agricultores Florestais de Barra do Turvo e Adrianópolis. É o mesmo do Carlinhos e estamos loucos para conhecer.

Domingão acordei cedo e fui ver a largada up hill de mountain bike. A disputa maior não era entre eles, mas sim contra a serra de 27Km rumo Apiaí.



Logo após, na compania do nosso amigo e monitor ambiental Queize, fomos ao bairro Betari, entre Iporanga e o bairro da Serra, onde visitamos a Reserva Betary, uma unidade de conservação particular estruturada para receber grupos de estudo e pesquisadores. Aberta para visitação mediante taxa de R$10,00, o turista encontra uma estufa de anfíbios e bromeliário, laboratório e biotério, um aquário que pode ser observado por janelas submersas e várias trilhas.

Prá fechá … um banho de rio.

Uma gelada na Zeni…

E um dedo de prosa co Paxá.

16:00h: barraca desmontada;
20:00h: Sorocaba.

Fevereiro 10, 2009

Sr Euterpe

Arquivado em: São Miguel Arcanjo, Sítio Santa Maria, agroecologia, projetos — luvizan @ 8:09 pm

Trata-se do mais ousado projeto do Sítio Santa Maria. O Sr Euterpe tem como objetivo o enriquecimento da mata do sítio com a palmeira juçara (euterpe edulis), chamada também de palmito juçara. Localizamos centenas delas no que tinha restado de mata no Sta Maria, mesmo assim continuamos a plantá-las. Nossa região apresenta condições perfeitas para seu desenvolvimento.

Materialização do projeto:
Existem vários métodos para enriquecer a mata com o juçara. Escolhemos o replantio das mudas de sementes que caíram e germinaram. Ou seja, buscamos a viabilização das nossas próprias sementes.

Os frutos maduros caem em torno da palmeira matriz e começam a germinar. Ao passar do tempo, nota-se grande quantidade de mudinhas concorrendo por espaço e nutrientes. Se deixá-las assim, fatalmente sucumbirão. Basta puxá-las com cuidado e replantá-las nos locais pré determinados.

A dica é preparar a cama. Espalhe um substrato (matéria orgânica específica para germinação de sementes) onde cairão os frutos. Dessa forma os bebês palmitos terão nutrientes de sobra, que posteriormente serão puxados com maior facilidade para se proceder o replantio.

Status do projeto: concluindo o replantio de 500 mudas em linha (10.2.09). No próximo ano daremos continuidade.

Diz a lenda que o palmiteiro vende cada haste de palmito por R$ 1,00. Diz uma lenda complementar que pode-se vender os cachos de sementes de uma palmeira por R$ 5,00. Concluindo: quando cortado o palmito a planta morre, mas quando colhidos seus frutos, além de beneficiá-los e agregar valor, a planta continua a frutificar, garantindo os cincão por um bom tempo. Ao tomar essa direção, o Sr Euterpe se tornará também um projeto social.

Daí vem aquela pergunta que sempre fazem: Quantos anos leva?
Cara…isso é projeto de uma vida. Leva muito tempo…
…aliás, o que é muito tempo?
A gente vai explicando até onde sabe, lembrando que na natureza, os prazos não são bem definidos. Muitos fatores podem alterar os prazos estimados.

Quem sabe daqui a algum tempo estejamos produzindo a polpa do juçara? Dizem que é tão gostosa e energética quanto a do açaí. Dizem… nunca vi. Mas aposto que fica fera.

Para saber mais:

*Extração de polpa do Juçara*
*Artigo – Ambiente Brasil*
*Juçara na merenda escolar*

Setembro 25, 2008

O Sta não pára

Arquivado em: São Miguel Arcanjo, Sítio Santa Maria, agroecologia, sítios — luvizan @ 2:04 pm

Yes. Boas chuvas. Iniciado o ciclo do eucalipto no Sta. De olho no projeto TUME (ESALQ-USP) , iniciou-se o plantio de quatro espécies (grandis, saligna, robusta e citriodora), para que daqui a alguns anos, tenhamos a resposta de uma pergunta que tanto procurei: Qual o eucalipto mais produtivo para as condições de solo e clima de São Miguel? A resposta obtida servirá como referência para os próximos plantios.

Tá. Daí vem aqueles que metem o pau no eucalipto. Pô meu, vai encher o sítio de eucalipto? Ele acaba com a produtividade da terra, hein! Vai cortar postos de trabalho! E mais uma série de pontos negativos.

Então vamos lá. Qual a espécie de madeira que sustenta o seu telhado? Quais espécies de madeira devemos utilizar na construção civil? Em embalagens industriais? Se não respondeu “eucalipto”ou “pinus”, te pergunto: De onde retiraremos tais madeiras? Já sei. Podemos continuar a devastar nossas matas. Que acha?

Quanto a diminuição de mão de obra, já sei também. Podemos plantar e colher o milho com as mãos. Basta aposentar o trator e a colheitadeira, e muitos terão emprego.

(Idéias de girico, né? – Favor desconsiderar – O Sta não quer retrocesso)

Amigos, basta respeitar as Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal, e estará na legalidade. Mas esse é um assunto para outro post.

Agosto 23, 2008

Piedade nota 10

Arquivado em: agroecologia, sítios — luvizan @ 8:47 pm

Caros,

Vi hoje na TV. Eco-projetinho básico em Piedade. Fundamental. Essencial.

Um determinado grupo de crianças foi levado a conhecer a destinação correta para as embalagens vazias de agrotóxicos. Consiste basicamente na tríplice lavagem e devolução (na unidade de recebimento indicada pelo revendedor no corpo da Nota Fiscal).
Nós professores, sabemos que a “janela” de aprendizagem existente nas pessoas, se mantém aberta em sua plenitude enquanto crianças.

Daí a importância desses projetos.

Infelizmente, existem muitos agricultores “cabeças duras”, para quem não adianta ensinar sobre os malefícios a saúde e ao meio ambiente que esses resíduos possam causar.

Já tentou mudar a opinião do seu avô sobre determinado assunto?
Nem tente, meu caro.
Com as crianças é bem diferente. Argumentando corretamente, com respeito e inteligência, podemos formar ótimas pessoas, ótimos agricultores.
Em minhas andanças pelos sítios são-miguelenses, pude notar que muitos pecam esse pecado. Embalagens jogadas se acumulando pelos cantos. Alguém já viu isso, ou estou falando besteira?
Acredito que o melhor caminho seja o da educação.
Cá entre nós…projetinho simplinho, né? “Prá um resultado prá lá de bão!”

Caros professores: proponham tal projeto em suas escolas. Busquem parcerias com lojas agropecuárias, com cooperativas de reciclagem, com a prefeitura, ou com ninguém. Ensine você mesmo no seu horário de aula, invoque a participação dos alunos, faça acontecer. É um assunto que está na rotina deles, eles vão se interessar.
Enfim…usem a criatividade.
A idéia desse projeto em Piedade não veio nem do ministro da agricultura, nem do governador do estado. Veio de alguém como você.
Pense nisso.
(Caso esse projeto exista e esteja em prática, foi mal essa postagem)

Julho 16, 2008

Controle natural de pragas

Arquivado em: São Miguel Arcanjo, agroecologia, comidinhas, social — luvizan @ 5:54 pm

Olhem que legal:
Saiu hoje no Agrícola do O Estado de São Paulo três receitas para um controle natural de pragas.

1.Água e sabão
Rale o equivalente a uma colher de sopa de sabão de coco.
Misture o sabão em 5 litros de água e dissolva.
Misture bem depois pulverize nas folhas.
Serve para o controle de pulgão, tripes, mosca-branca e ácaro.

2.Leite
Misture 1 litro de leite em 9 litros de água.
Deixe por 10 dias e depois pulverize essa mistura nas folhas.
Combate o vírus do mosaico encontrado tanto na cana-de-açúcar quanto no tomate.

3.Suco de lesma ou lagarta
Colete a maior quantidade de lesmas e lagartas possível.
Bata todas no liquidificador com 2 litros de água e coe.
Pulverize direto nas folhas que estão sendo atacadas.
Você perceberá que elas não voltarão.

FONTE: SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS-PERMACULTURA NA AGRICULTURA FAMILIAR, DE LUCIA LEGAN, EDITADO PELA MAIS CALANGO EDITORA(http://www.maiscalango.com.br/) E http://www.ecocentro.org/inicio.do

***

Caros leitores,
Sei da existência do suplemento agrícola do jornal Folha de São Paulo. Por ignorância não sei nem o dia da semana em que é publicado. Acredito que seja bom. Pena que não o publiquem também no site do jornal, como faz o Estado.

Aos senhores responáveis pelo setor de assinaturas da Folha, fica o pedido deste blogueiro uma chave de acesso para o caderno agrícola.

Mas de uma coisa tenho certeza, os Blogs da Folha são ótimos.
O Assim como você, do jornalista Jairo Marques(cadeirante), dá uma lição de cidadania.
O + corrida é do Rodolfo Lucena (tem cara de ser chefão por lá) é bem legal para os praticantes de corrida (a propósito sou um deles).
Não vou citar cada um deles. Mas aqui você encontra todos. Pode entrar que eu garanto. Com certeza se identificará com algum (ou vários) deles.

Fui.

Junho 24, 2008

Estercando

Arquivado em: São Miguel Arcanjo, Sítio Santa Maria, agroecologia, sítios — luvizan @ 3:14 pm

Se tornou praxe a utilização de esterco bovino e eqüino no Sta. Normalmente trazemos aos poucos, mas nesse fim de semana trouxemos um caminhão.
Prá quê?

Já ouviram falar em adubação orgânica, não? Pois é disso que se trata.
Além da utilização de tal composto no plantio das araucárias, no reflorestamento da grota, no sansão do campo e em algumas frutíferas, Seu Natalino está começando o preparo de uma área para o plantio da abóbora menina. É nossa iniciação na lavoura.
Esperamos estar fazendo o certo.
* * *

Já pensávamos numa Sta composteira. Vamos adicionar um pouco de esterco curtido e algumas minhocas nessa idéia. Acho que vai sair um negócio legal.

Maio 1, 2008

Grota 2, carta ao João

Arquivado em: São Miguel Arcanjo, Sítio Santa Maria, agroecologia, sítios — luvizan @ 1:40 pm

Caro João,

Como lhe disse anteriormente, o plantio está indo de “vento à popa”. Os dois rapazes que arrumei para preparar as covas me surpreenderam. As últimas 206 mudas não foram suficientes para completar a área por eles preparada. Por esse motivo e pela previsão de tempo chuvoso até o domingo, solicito mais um lote com 200 mudas (se for possível). Tenho a intenção de retirá-las na sexta ou sábado.

Ratifico que o plantio vem sendo feito dentro da proposta original, e as mudas estão sendo plantadas exclusivamente na área indidada pelo projeto. Existem cerca de 10 “ruas” de mudas paralelas a “grota”, sendo 5 do lado direito e 5 do lado esquerdo. Muitas mudas já estão plantadas na “cabeceira”.

Mais uma vez fica nosso convite para visita e verificação do andamento do projeto. O tio José Lopes já está avisado sobre a sua visita. Caso consiga ir num fim de semana, podemos marcar um almoço.

Quanto ao assunto da Heloisa, enviei hoje um e-mail e aguardo resposta.

Quanto ao assunto das outras espécies de árvores, gostaria de conversar pessoalmente com você para decidirmos o que plantar (espécies) e como plantar (ajuda na elaboração de um projeto). Já tenho quase definido, só falta um “ponto final” (seguido de muito trabalho). Já gostaria de ir preparando as covas.

Mais uma vez expresso nosssa satisfação em ter a Ecoar como nossa parceira.

Um abraço,

Douglas Luvizan

Abril 24, 2008

Técnica contra erosão

Arquivado em: agroecologia, sítios — luvizan @ 10:51 am

Volto ao tema “erosão”.
Leiam trecho do artigo de autoria de Xico Graziano publicado no jornal O Estado de São Paulo no dia 22 de Abril (e façam algo!).

” O solo é patrimônio da Humanidade. Sua erosão, provocada pelo cultivo inadequado, é a pior chaga da agricultura. Quando chuvas torrenciais encontram o solo descoberto, provocam enxurradas que lavam a superfície do terreno, carregando a fertilidade, roubando a produtividade das lavouras. A lama marrom machuca o solo, marcando-o com feias e profundas cicatrizes, as profundas voçorocas.

Nas regiões tropicais, especialmente, o desmatamento expõe o terreno, coberto de secular húmus, à força da intempérie. Nisso reside o pecado capital. Trazidas da Europa, as técnicas de cultivo baseadas na aração do solo, próprias para regiões temperadas, mostram-se desastrosas nos países do Hemisfério Sul. Curvas de nível e terraços, projetados pela boa agronomia desde os anos 60, ajudam a combater o mal da erosão. Mas a verdadeira solução chegou apenas recentemente, através do plantio direto na palha, tecnologia revolucionária que promove a semeadura sem passar o arado nem a grade no terreno. O solo se mantém estruturado, coberto, protegido.”

Pois é.

Abril 23, 2008

Grota

Arquivado em: São Miguel Arcanjo, Sítio Santa Maria, agroecologia, sítios — luvizan @ 11:32 am

Continuando o processo de recuperação do sítio, concluímos o plantio de 600 mudas de árvores nativas numa área degradada (mais de 50 espécies diferentes).
Trabalho duro. Não teríamos conseguido sozinhos.
O projeto foi desenvolvido pelo Engº Florestal João Carlos Seiki Nagamura, da Associação Ecoar Florestal. As mudas vieram da própria associação, a propósito, de um belo viveiro localizado no município de Pilar do Sul.
Recomendo aos produtores que receberam multas ambientais, ou aos que desejem realizar um plantio voluntário, procurar a associação. Lá encontrarão parceria de qualidade. Deixarei o link para vocês.
Outros bons nomes e braços que ajudaram na empreitada: Marô, Dom Pablito, Paulinha, Elio, Anderson, Zé Lopes, Pedro Barbosa, Darci e Robert. Estejam convidados para um gole d´água fresca quando ela voltar à correr pela “grota”.

Abril 16, 2008

Coexist

Arquivado em: Sítio Santa Maria, agroecologia, bikes, estilo de vida — luvizan @ 12:15 pm

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